sábado, julho 28, 2007

A MORTE - Parte 1

Por Eliphas Levi

A MORTE é a necessária dissolução das combinações imperfeitas. É a reabsorção do esboço grosseiro da vida individual no grande trabalho da vida universal; só o que é perfeito é imortal. Ela é um banho de esquecimento. É a fonte da juventude, onde de um lado mergulha a velhice, e de onde, por outro lado, emerge a infância.

A morte é a transfiguração do que vive; os cadáveres são apenas as folhas mortas da Árvore da Vida, que ainda tem todas as suas folhas na primavera. A ressurreição dos homens se assemelha eternamente a estas folhas.

As formas perecíveis são condicionadas por tipos imortais. Todos que viveram sobre a terra vivem ali, ainda, em novos exemplares dos seus tipos, mas as almas que ultrapassaram o seu tipo recebem em outro lugar uma nova forma baseada em um tipo mais perfeito; à medida que eles sempre sobem pela escada dos mundos; os maus exemplares são quebrados, e a matéria deles retorna à massa geral. (continua)

Artigo publicado em The Theosophist em outubro de 1881.

3 comentários:

amrita do himalaya disse...

TANATOLOGIA é a ciência do estudo da morte.É baseada numa pesquisa filosófica e antropológica das diversas formas de representação ritualística da extinção da vida entre diferentes povos e culturas .

-Agora que o bardo da morte desponta diante de mim,
Eu vou parar de prender as coisas,de desejar, de me apegar.
Vou entrar sem distrações na clara percepção dos ensinamentos,
E ejetar a minha consciência para a dimensão da percepção não nascida.
Quando eu deixar este corpo composto de carne e sangue,
Saberei ser ele apenas uma ilusão passageira.-
Padma Sambhava-Livro Tibetano dos Mortos-

Confesso que refletir sobre a morte me causa uma certa apreensão mas ao mesmo tempo,me traz uma reflexão na tentativa de viver melhor.

Anônimo disse...

Amrita, é natural sentirmos essa apreensão. Creio que a morte é um outro estágio de vida. Falando um pouco de mitologia: "Tânatos, ou a Morte, é um nome grego masculino. Filho da Noite, que o concebeu sem o socorro de nenhum outro deus, irmão do Sono (Hipnos), inimigo implacável do gênero humano, odioso inclusive aos Imortais, fixou residência no Tártaro, segundo Hesíodo, ou diante da porta do Inferno, segundo outros poetas. Tânatos era raramente nomeado na Grécia porque a superstição temia despertar uma idéia incômoda ao trazer ao espírito a imagem de nossa destruição". (Mitologia Grega e Romana, P. Comlein, Ed. Martins Fontes, São Paulo: 2000).

amrita do himalaya disse...

kabir eu amei o seu texto,é tão prazeiroso falar de mitologia e o conhecimento traz uma felicidade tão saudável!
Adorei,VALEU!!!

Um profundo NAMASTÊ,meu irmão.