segunda-feira, janeiro 26, 2009

AS VIRTUDES DE UM SÁBIO

"Antigamente os homens sábios eram sutis, pene- trantes, profundos. Difícil era compreendê-los. É porque não podemos entendê-los que nos esforçamos em descrevê-los: eram cautelosos como quem atra- vessa um rio no inverno. Prudentes como quem teme os vizinhos. Reservados como hóspedes. Indiferentes como o gelo ao derreter-se. Simples como a madeira não trabalhada. Amplos como o vale. Impenetráveis como as águas turvas. Quem pode trazer a claridade antes da hora do amanhecer? Quem pode acalmar as águas do lago antes da tormenta passar? Aquele que segue estes princípios não guarda desejos. Quem guarda desejos permanece pequeno. Sendo pequeno não se criam novas coisas."

Extraído do Tao Te King, de Lao-Tsé, verso 15, trad. Albe Pavese, Ed. Madras

Um comentário:

Ravendra Rohinila disse...

Nossa forma limitada de perceber as coisas é que define nossa capacidade de conhecimento, de acesso à VERDADE. Não pode existir renúncia onde não há apêgo. Nossa condição humana é apenas um "estado". As características deste "estado" não são boas ou más, positivas ou negativas...elas simplesmente são como têm que ser neste nível de manisfetação Divina. O grande lance é entender isto, transcender e passar para a "fase" seguinte do "jogo".